1959 - 1966

Embora não tenham sido encontradas maiores informações sobre isso, Suzy King parece ter se deixado encerrar numa urna de vidro em Copacabana novamente no final de 1959.
Em 22 de janeiro de 1960, quando estaria completando cinquenta e três dias de prova, a faquiresa foi obrigada a abandonar sua urna nessa segunda exibição em Copacabana por policiais e jovens transviados, tendo sido espancada e presa na ocasião.



  
Luta Democrática, 23 de janeiro de 1960
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

Em meados de 1960, Carlos foi notícia outra vez, quando perdeu seus documentos transitando pelo centro do Rio de Janeiro.


Diário de Notícias, 14 de junho de 1960
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

Um novo incidente envolvendo uma das cobras de Suzy King quase não chamou a atenção da imprensa, recebendo apenas nota de Antônio Maria em sua coluna no jornal "Última Hora". Na versão romanceada de Antônio Maria, a cobra havia se atirado do décimo andar onde morava - era uma cobra suicida. O interessante é que Antônio Maria, na intenção de explicar quem era a dona da cobra, misturou a história de Suzy King às de outros faquires, pouco falando sobre ela de fato.
 

Registro de ocorrência, antigo 3º Distrito Policial
Fonte: Arquivo da Polícia Civil do Rio de Janeiro


Última Hora, 12 de dezembro de 1960
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

Em 1963, Suzy King registrou em disco uma marchinha de sua própria autoria em parceria com Guará (Ramiro Dias da Conceição). A marchinha levava o nome "Me leva pra lua" e ganhou o lado A de um 78 rotações dividido com Oswaldo Pereira, que cantava "Barbado só camarão" no lado B, e lançado pela gravadora Esse Eme (S. M.).
"Me leva pra lua" dizia:

eu jogo, jogo, jogo no bicho
mas o bicho não quer dar
jogo na cabra e dá o burro
você viu que urucubaca?

me dá, me dá, me dá
me dá um cachorro aí
me dá, me dá, me dá
me dá um cachorro aí

um cachorrinho, uma vaquinha
uma cobrinha também não faz mal
meu Deus do céu!
que loucura

Gagarin, Gagarin
me leva pra lua
Gagarin, Gagarin
eu quero ir pra lua



Suzy King canta "Me leva pra lua" (1963)
Fonte: Museu da Imagem e do Som

 

Fonte: Museu da Imagem e do Som

 

Fonte: Álbum de Melodias para o Carnaval de 1963, União Brasileira de Compositores

 



Fonte: Todamérica Edições

 

Ramiro Dias da Conceição, o Guará
Diário Carioca, 10 de janeiro de 1934
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Crônica de Jota Efegê sobre a morte do compositor Guará
O Globo, 03 de março de 1983
Fonte: Acervo O Globo
http://acervo.oglobo.globo.com/

Por essa época, Carlos sumiu novamente. Quando Suzy King começou a procurá-lo, em março de 1963, ele já estava desaparecido há quase um ano. Em uma das notas publicadas pedindo notícias de Carlos, Suzy King informava que em breve partiria para os Estados Unidos. Pelos mesmos dias, inclusive, anunciou que estava alugando um apartamento - o seu.

 

O Globo, 06 de fevereiro de 1963
Fonte: Acervo O Globo
http://acervo.oglobo.globo.com/


Última Hora, 07 de março de 1963
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Correio da Manhã, 17 de março de 1963
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Diário de Notícias, 17 de março de 1963
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Diário Carioca, 24 de março de 1963
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Correio da Manhã, 29 de março de 1963
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

Para o Carnaval de 1964, Suzy King lançou outra marchinha de sua autoria pela gravadora Esse Eme (S. M.) - "Não tenho inveja", lado B de 78 rotações dividido com Elias Fonseca, que cantava "Um palhaço não chora" no lado A.
"Não tenho inveja" dizia:

naturalmente
não sou mais broto
que que há?
mas ainda eu quebro galho

não tenho inveja
de nenhum broto
sou professora
e ainda posso lhe ensinar
tá?


Suzy King canta "Não tenho inveja" (1964)
Fonte: Museu da Imagem e do Som

 

Fonte: Museu da Imagem e do Som

 



Fonte: Instituto Moreira Salles

 

Luta Democrática, 21 de janeiro de 1964
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 


Fonte: Bandeirante Editora Musical

Em janeiro de 1964, Suzy King disputou a coroa de Rainha dos Bailes do Hotel Glória com Angelita Martinez, Wilza Carla, Rosângela Maldonado e outras.
Na ocasião, Suzy King usou uma fantasia intitulada "Professora Bossa Nova".
Suzy King foi desclassificada por não possuir os requisitos exigidos para concorrer ao concurso e Angelita levou o título.


 

Diário Carioca, 25 de janeiro de 1964
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

O Globo, 25 de janeiro de 1964
Fonte: Acervo O Globo
http://acervo.oglobo.globo.com/


Tribuna da Imprensa, 25 e 26 de janeiro de 1964
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx


Diário de Pernambuco, 26 de janeiro de 1964
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

 

Diário do Paraná, 26 de janeiro de 1964
Fonte: Biblioteca Nacional
http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

No mês de julho seguinte, Suzy King voltou a procurar a imprensa a fim de se queixar.
Dessa vez, porém, não se apresentou como dançarina, cantora, atriz ou faquiresa, mas como professora de dança.
Nada se pôde apurar sobre a carreira de Suzy King nessa profissão.

 
  
 



O Globo, 03 de julho de 1964
Fonte: Acervo O Globo
http://acervo.oglobo.globo.com/


Fonte: Agência O Globo

A partir de 1965, Suzy King desapareceu do noticiário brasileiro.
Não se sabe quando ela deixou o apartamento no qual residira em Copacabana durante mais de quinze anos, mas no início de 1966, ele foi vendido por Hermílio Gomes Ferreira.
Em dezembro desse ano, seu registro na Casa dos Artistas seria eliminado, o que significa que ela deixara de pagar as mensalidades da instituição ou pedira seu desligamento da mesma.

As of 1965, Suzy King vanishes from the news.
We don’t know when she left the apartment in Copacabana where she had lived for more than 15 years. The fact is that the apartment was sold by its owner Hermílio Gomes Ferreira in early 1966.
In December 1966, Suzy’s name is erased from Casa dos Artistas which means she stopped paying her dues or left the association.

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