1957 - 1959

Passado o alarde em torno do episódio da salsicha podre, Suzy King seguiu com sua vida.
O ano de 1957 parece ter sido dedicado a viagens e o nome de Suzy King apareceu pouco na imprensa carioca.
Ainda em 1956, Suzy King publicou anúncio pedindo um secretário que viajasse com ela pelo interior e pelo exterior.


Correio da Manhã, 08 de dezembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional


 O Globo, 08 de fevereiro de 1957
Fonte: Acervo O Globo

Em novembro, depois de longo silêncio, Suzy King voltou aos jornais cariocas, não como Suzy King, mas como Georgina, pedindo notícias de Carlos, que desaparecera há cerca de um mês.
Por onde ele andava não se sabe. O que há de certo é que ele reapareceria, visto que nos anos seguintes novas notas envolvendo seu nome surgiriam na mídia.


O Globo, 29 de outubro de 1957
Fonte: Acervo O Globo


Diário Carioca, 01 de novembro de 1957
Fonte: Biblioteca Nacional


Diário de Notícias, 07 de novembro de 1957
Fonte: Biblioteca Nacional


Jornal do Brasil, 26 de janeiro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional

No início de 1958, se exibiu no Rio de Janeiro o faquir Príncipe Ígor, que se propôs a bater o recorde mundial de jejum em uma tenda instalada em Copacabana. Alguns dias depois, porém, Ígor teria sido descoberto comendo por dois policiais, o que liquidou com sua exibição e gerou grande confusão.
E Suzy King, ladina, aproveitou o episódio para se promover, colocando-se no papel de defensora de Ígor, não por ele, mas pela honra do faquirismo nacional, que ela também representava. Suzy King não só acolheu o faquir em seu apartamento, como foi com ele a todos os jornais e disparou - se provassem que o jejum de Ígor era uma farsa, ela engoliria uma cobra, o que resultou em chacota por parte da imprensa e acabou em nada.
Nessa ocasião, Suzy King apareceu loura pela primeira vez na imprensa carioca.

In early 1958, Prince Igor, a fakir who set himself to break all fasting records set up his tent in Copacabana to go through his ordeal. Unfortunately he was soon debunked by 2 policemen who caught him having a snack when he was supposed to be lying in his coffin. Suzy King decided it was high time for her to defend Prince Igor’s honour and that of their ‘trade’. She took him under her wings, offered him her flat as a refuge and went to the major newspapers with Igor to challenge those who did not believe him. She promised Igor would swallow up a whole snake if it was proved he had broken his fast in such a cowardly way. The whole farce was so far-fetched that it came to nothing except that Suzy became an instant blonde by this time.





Diário da Noite, 26 de abril de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional






O Globo, 26 de abril de 1958
Fonte: Acervo O Globo


O Globo, 06 de maio de 1958
Fonte: Acervo O Globo


Diário da Noite, 12 de maio de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional





O Jornal, 16 de maio de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional






Diário Carioca, 17 de maio de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional



Última Hora, 20 de maio de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional


Diário Carioca, 21 de maio de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional


O Globo, 23 de maio de 1958
Fonte: Acervo O Globo

Alguns meses depois, já esgotado o assunto, surge no jornal "Diário Carioca" nova nota sobre Carlos. Como já acontecera em 1955, Suzy King enfrentava problemas com sua internação.


Diário Carioca, 01 de outubro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional

Ainda nesse ano, Suzy King quis se lançar como dramaturga, submetendo uma comédia de sua autoria, chamada "Aluga-se um quarto", ao Serviço de Censura de Diversões Públicas. A peça foi interditada, o que Suzy King considerou um ato abusivo e ilegal, pois não era comum na época a interdição total de peças, mas sim pequenos cortes, sugestão de mudanças e classificação etária. Assim, Suzy King impetrou um mandado de segurança contra a censura através da Fazenda Pública do Distrito Federal.



Jornal do Brasil, 05 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional





Luta Democrática, 05 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional


O Globo, 05 de novembro de 1958
Fonte: Acervo O Globo



O Jornal, 05 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional


Tribuna da Imprensa, 05 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional



Diário de Notícias, 07 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional

Apenas em junho de 1959, saiu a decisão do juiz da Fazenda Pública do Distrito Federal sobre o mandado de segurança impetrado por Suzy King contra a censura de sua peça.
José Júlio Leal Fagundes, o juiz, considerou a peça realmente atentória à moral e sentenciou que continuasse interditada, parabenizando inclusive o Serviço de Censura de Diversões Públicas por não ter permitido que fosse representada a comédia "Aluga-se um quarto", considerada por ele "sem dúvida obscena e ofensiva ao decoro público".




Correio da Manhã, 17 de junho de 1959
Fonte: Biblioteca Nacional
 

Luta Democrática, 17 de junho de 1959
Fonte: Biblioteca Nacional

Como se de repente o mundo estivesse contra ela, veio se unir aos problemas com a internação de seu filho e à censura de sua peça uma prisão por desacato.
Suzy King voltava para casa quando foi abordada por policiais que lhe pediram seus documentos. Ela disse que era Suzy King e que vinha da TV Rio, onde acabara de participar do programa "Da vida nada se leva". Os policiais insistiram que ela devia mostrar seus documentos, o que deixou Suzy King furiosa e acabou lhe levando à Delegacia.
Sua fúria era compreensível - pois se batalhava há tantos anos para fazer nome como artista, como é que  ainda não era reconhecida e tinha que mostrar documentos a policiais em campanha contra o "trottoir"?


Fonte: Fundo Última Hora, Arquivo Público do Estado de São Paulo



Diário da Noite, 28 de novembro de 1958
Fonte: Biblioteca Nacional


Folha da Noite, 28 de novembro de 1958
Fonte: Acervo Folha


Correio da Manhã, 06 de fevereiro de 1959
Fonte: Biblioteca Nacional

Nenhum comentário:

Postar um comentário